Vacinação contra gripe começa nesta quarta (10); tire suas dúvidas
  • Vacinação contra gripe começa nesta quarta (10); tire suas dúvidas

    Campanha de vacinação

    Foto: Unicef

    Começa nesta quarta-feira (10) a campanha de vacinação contra o vírus influenza, que causa a gripe, nos postos de saúde de todo o país.

    Esclareça possíveis dúvidas sobre a vacina:

    Para quem a vacina está indicada?
    Para todas as pessoas a partir de 6 meses de vida, principalmente aquelas de maior risco para infecções respiratórias, que podem ter complicações e a forma grave da doença. Nesta primeira fase da campanha pública, que vai até o dia 22, serão priorizadas crianças com idade entre 1 e 6 anos, grávidas em qualquer período gestacional e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto).

    A partir do dia 22, maiores de 60 anos, profissionais da saúde e pessoas de qualquer idade com doenças crônicas (como diabetes, doenças cardíacas e respiratórias, imunocomprometidos, entre outras) também podem receber a vacina nos postos.

    Mas quem estiver fora da campanha pode tomar a vacina em clínicas particulares.

    Quem está contraindicado a tomar a vacina? 
    Pessoas com alergia grave a algum componente da vacina.

    Qual é o esquemas de doses?
    Para crianças de 6 meses a 9 anos de idade: duas doses na primeira vez em que forem vacinadas, com intervalo de um mês e revacinação anual.

    Para crianças maiores de 9 anos, adolescentes, adultos e idosos: dose única anual.

    Como é feita a vacina?
    A vacina contra a gripe é uma vacina inativada. Portanto, ela não tem como causar a doença.

    A formulação da vacina contém proteínas de diferentes cepas do vírus Influenza definidas ano a ano conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza a vigilância nos hemisférios Norte e Sul. As cepas vacinais são cultivadas em ovos embrionados de galinha e, por isso, as vacinas contêm traços de proteínas do ovo.

    Quais são os tipos de vacina?
    Existe a vacina trivalente, que previne contra duas cepas de vírus A e uma cepa de vírus B. Essa é a vacina aplicada nos postos de saúde públicos.

    E existe a vacina quadrivalente, com duas cepas de vírus A e duas cepas de vírus B. Essa vacina está disponível em clínicas particulares.

    Quais são cuidados necessários antes, durante e após a vacinação?
    Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.

    Pessoas com história de alergia grave ao ovo de galinha, com sinais de anafilaxia, devem receber vacina em ambiente com condições de atendimento de reações anafiláticas e permanecer em observação por pelo menos 30 minutos.

    No caso de história de síndrome de Guillain-Barré (SGB), recomenda-se avaliação médica criteriosa até seis semanas após a primeira dose sobre o risco-benefício antes de administrar nova dose.

    Excetuando esses casos, não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.

    Em caso de dor, compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode-se usar medicação para dor, sob recomendação médica.

    Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.

    Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais que 72 horas, devem ser investigados para verificação de outras causas.

    Quais são os possíveis efeitos adversos da vacina?
    Manifestações locais como dor, vermelhidão e endurecimento ocorrem em 15% a 20% dos vacinados. Essas reações costumam ser leves e desaparecem em até 48 horas.

    Manifestações sistêmicas também são benignas e breves. Febre, mal-estar e dor muscular acometem 1% a 2% dos vacinados. Têm início de seis a 12 horas após a vacinação e persistem por um a dois dias, sendo mais comuns na primeira vez em que tomam a vacina. Reações anafiláticas são raríssimas.

    Sabe-se que a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) pode ocorrer por mais de um motivo, mas em raras ocasiões seu surgimento coincidiu com a aplicação de uma vacina – nesses casos, surgiu entre um dia e seis semanas após a vacinação. Com exceção de uma vacina específica para gripe suína de 1976, todos os demais estudos que buscaram relação de causa entre vacinas influenza e SGB obtiveram resultados contraditórios, alguns encontrando essa relação e outros não. Até hoje não se sabe se a vacina influenza pode de fato aumentar o risco de recorrência da SGB em indivíduos que já a tiveram. Também é importante saber que alguns vírus podem desencadear essa síndrome.

    Fonte: Sociedade Brasileira de imunização

     

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